eu consigo esquece-la,
como consigo escalar qualquer montanha
só pra vê-la pequena.
terei outros amores,
e irei deixar de venera-la,
deixarei de ter tuas torturas mentais,
e tuas frases fingidas de afeto.
deixarei de ser você,
serei eu mesmo.
deixarei de te dar o meu amor próprio,
vou guardá-lo pra mim.
nem meus restos te darei,
eu já era todo teu,
só me levastes a dignidade.
não quero teu café pequeno,
nem quero tuas migalhas,
o que é teu, podes ficar,
que o que é meu, tomarei de ti.
eu consigo esquece-la,
e vou esquecer.
te deixarei com teus padrões de beleza,
cujo vai ser teu próprio veneno.
domingo, 5 de dezembro de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
dez segundos.
Por dez segundos,
eu senti a saudade mais cortante.
esperei palavras, teu desejo,
tua vontade,
teu afeto.
Por dez segundos,
ouvi vozes clamando por teu nome,
quis tua atenção,
porque também quis teu nome
em minha voz.
Por dez segundos,
meu coração foi multilado,
porque mesmo sem reciprocidade,
eu te amei a cada segundo.
eu senti a saudade mais cortante.
esperei palavras, teu desejo,
tua vontade,
teu afeto.
Por dez segundos,
ouvi vozes clamando por teu nome,
quis tua atenção,
porque também quis teu nome
em minha voz.
Por dez segundos,
meu coração foi multilado,
porque mesmo sem reciprocidade,
eu te amei a cada segundo.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
xxxxx
Não há mais motivos pra dizer,
que me amas, que me queres,
que és minha e eu sou teu.
seja você, ao menos uma vez
seja você, enfim.
vem aqui, me cobre de mentiras,
me beija a boca com teus lábios,
melados de ilusão,
deixa o gosto amargo da vontade
e a cegueira do amor.
mente mais pra mim, diz que teus
olhos são só meus, mas não aceita
a relação, pois tão longe fico eu.
que assim, levaste metade de mim.
devolve o que é meu,
hoje tens um outro amor
leva as mentiras para os teus
que o meu afeto se calou
e o desprezo por você mora
em mim
até você padecer.
que me amas, que me queres,
que és minha e eu sou teu.
seja você, ao menos uma vez
seja você, enfim.
vem aqui, me cobre de mentiras,
me beija a boca com teus lábios,
melados de ilusão,
deixa o gosto amargo da vontade
e a cegueira do amor.
mente mais pra mim, diz que teus
olhos são só meus, mas não aceita
a relação, pois tão longe fico eu.
que assim, levaste metade de mim.
devolve o que é meu,
hoje tens um outro amor
leva as mentiras para os teus
que o meu afeto se calou
e o desprezo por você mora
em mim
até você padecer.
terça-feira, 27 de abril de 2010
dois.
então ele veste a mesma roupa de sempre,
e sai pra dançar no baile das ilusões.
espera um sonho bom,
como se fosse real,
então põe sua máscara
com um sorriso estampado
e abre os braços pro mundo.
e o mundo o abraça forte
tão forte quanto o peso nos seus ombros.
As pernas aguentam com vigor,
mas ele costuma cair.
Sempre vê o mundo do ângulo mais baixo.
tão baixo quanto seu orgulho.
quando cai, se conforma,
nunca sequer levantou.
no término do baile,
sem a máscara no rosto,
apesar do sorriso fingido
finge que é feliz.
e sai pra dançar no baile das ilusões.
espera um sonho bom,
como se fosse real,
então põe sua máscara
com um sorriso estampado
e abre os braços pro mundo.
e o mundo o abraça forte
tão forte quanto o peso nos seus ombros.
As pernas aguentam com vigor,
mas ele costuma cair.
Sempre vê o mundo do ângulo mais baixo.
tão baixo quanto seu orgulho.
quando cai, se conforma,
nunca sequer levantou.
no término do baile,
sem a máscara no rosto,
apesar do sorriso fingido
finge que é feliz.
domingo, 25 de abril de 2010
um.
não somos mais amigos,
e ainda a olho como se fosse minha.
não há mais vínculos,
nem troca de palavras,
quanto mais nego,
mais penso que és minha.
Mas como eu ando errado nessa estrada!
ninguém é de ninguém,
eu que sou dela,
chamo isso de vício.
vicio de dar o coração,
mente e espírito.
vicio de não querer
sentir o vazio
preenchendo mais vazio.
vício da visão distorcida
do amor.
o vício de não me amar,
de querer que ela me ame.
como eu ando errado nessa estrada!
no final,
sem amor próprio,
não há amor.
e ainda a olho como se fosse minha.
não há mais vínculos,
nem troca de palavras,
quanto mais nego,
mais penso que és minha.
Mas como eu ando errado nessa estrada!
ninguém é de ninguém,
eu que sou dela,
chamo isso de vício.
vicio de dar o coração,
mente e espírito.
vicio de não querer
sentir o vazio
preenchendo mais vazio.
vício da visão distorcida
do amor.
o vício de não me amar,
de querer que ela me ame.
como eu ando errado nessa estrada!
no final,
sem amor próprio,
não há amor.
quarta-feira, 3 de março de 2010
do mar.
mas hoje o coração chora,
e a brisa bate com o cheiro do mar.
aqui não há correntes, nem há apegos,
o que eu mais tinha medo já aconteceu.
hoje meu peito chora,
por ser só solidão.
mas não poderia ser outra coisa,
mesmo se eu não fosse embora.
sempre me falaram do destino,
que o destino a gente faz.
mas o que diabos eu fiz pra
solidão andar ao meu lado?
sei que todo mundo é solidão,
mas a saudade que vem dos outros
não permanece.
e um lado só padece,
o meu.
e a brisa bate com o cheiro do mar.
aqui não há correntes, nem há apegos,
o que eu mais tinha medo já aconteceu.
hoje meu peito chora,
por ser só solidão.
mas não poderia ser outra coisa,
mesmo se eu não fosse embora.
sempre me falaram do destino,
que o destino a gente faz.
mas o que diabos eu fiz pra
solidão andar ao meu lado?
sei que todo mundo é solidão,
mas a saudade que vem dos outros
não permanece.
e um lado só padece,
o meu.
terça-feira, 2 de março de 2010
página.
pareço-me com um desenho sem traço,
uma figura não montada,
cortada pela tesoura em tua mão.
não há como juntar pedaços,
não há remendos, nem cola.
terá que me redesenhar,
mas o teu lápis não risca no papel.
aquele papel novo, em branco,
sou eu.
teu lápis não me desenha mais,
nem as palavras cabem no papel.
não queira me reinventar,
só procure outro papel.
eu encontrarei outra artista.
uma figura não montada,
cortada pela tesoura em tua mão.
não há como juntar pedaços,
não há remendos, nem cola.
terá que me redesenhar,
mas o teu lápis não risca no papel.
aquele papel novo, em branco,
sou eu.
teu lápis não me desenha mais,
nem as palavras cabem no papel.
não queira me reinventar,
só procure outro papel.
eu encontrarei outra artista.
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