domingo, 25 de abril de 2010

um.

não somos mais amigos,
e ainda a olho como se fosse minha.
não há mais vínculos,
nem troca de palavras,
quanto mais nego,
mais penso que és minha.

Mas como eu ando errado nessa estrada!
ninguém é de ninguém,
eu que sou dela,
chamo isso de vício.

vicio de dar o coração,
mente e espírito.
vicio de não querer
sentir o vazio
preenchendo mais vazio.

vício da visão distorcida
do amor.
o vício de não me amar,
de querer que ela me ame.

como eu ando errado nessa estrada!
no final,
sem amor próprio,
não há amor.

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