eu consigo esquece-la,
como consigo escalar qualquer montanha
só pra vê-la pequena.
terei outros amores,
e irei deixar de venera-la,
deixarei de ter tuas torturas mentais,
e tuas frases fingidas de afeto.
deixarei de ser você,
serei eu mesmo.
deixarei de te dar o meu amor próprio,
vou guardá-lo pra mim.
nem meus restos te darei,
eu já era todo teu,
só me levastes a dignidade.
não quero teu café pequeno,
nem quero tuas migalhas,
o que é teu, podes ficar,
que o que é meu, tomarei de ti.
eu consigo esquece-la,
e vou esquecer.
te deixarei com teus padrões de beleza,
cujo vai ser teu próprio veneno.
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porra, Briga... eu sempre me surpeendo com teus poemas, velho!
ResponderExcluirparabéns mesmo!